Astronomia

 

Hubble captura imagens raras

das Auroras de Saturno.

 

Em janeiro a março de 2009, os pesquisadores usando o Telescópio Espacial Hubble tiveram uma rara oportunidade de gravar os seus anéis de Saturno, quando esses se encontravam de lado, resultando em um único olhar os dois pólos do planeta.

Saturno proporcionou um show incrível revelando a visão de uma aurora dupla, uma de cada lado, Norte e Sul do planeta, mostrando efeitos de luzes incríveis.

Como Saturno está nesta posição a cada 15 anos ou mais, essa orientação favorável permitiu um estudo detalhado da aurora e de sua dinâmica.
Uma vez que Saturno leva quase trinta anos para orbitar o Sol, a oportunidade de tirar essas imagens dos pólos acontece apenas duas vezes nesse período.

Desde o início de sua missão, em 1990, o telescópio Hubble foi tirando fotos do planeta em diferentes ângulos, mas somente em 2009 ele teve esta oportunidade única para captar imagens dos dois pólos simultaneamente, onde ambos os pólos foram igualmente iluminados pelos raios do sol.
O filme que eles criaram a partir dos dados, recolhidos ao longo de vários dias, durante janeiro e março de 2009, ajudou os astrônomos a estudarem  as auroras Norte e Sul de Saturno. Este filme foi um evento raro produzido pelo Hubble devido as condições de iluminação e posição.

 

Auroras em Saturno

 

Aula para os alunos do quarto ano

do Santa Maria. Dia 11 de maio.

Santa4G09

 

 

 

Os Movimentos da Terra

Ednilson Oliveira

Uma pergunta bastante freqüente feita por professores é: Quais são os movimentos que o planeta Terra realiza no espaço?

A resposta dada por esses professores em geral é que o planeta Terra realiza dois movimentos, o de rotação e de translação.

Porém mesmo estes dois movimentos são, na maioria das vezes, muito mal explicados, alguns professores não sabem, por exemplo, que a sucessão dos dias e das noites se deve ao movimento de rotação da terra e que a mudança do aspecto do céu, ou seja, nós vemos diferentes constelações em diferentes épocas do ano, se deve ao movimento de translação da Terra.

Contudo esta pergunta não é muito trivial, pois a Terra realiza vários movimentos no espaço e alguns deles são extremamente complexos, eu vou citar apenas cinco de seus movimentos. São eles: Rotação, Translação, Precessão, Nutação e Translação para o Ápex.

No entanto, muitos movimentos da Terra são derivados desses citados, podendo a Terra realizar, segundo alguns teóricos, mais de quinze movimentos, mas há de se notar que todos os movimentos de uma forma ou de outra estão correlacionados e por questões didáticas expomos em separado seus principais movimentos, mais a rigor ainda, a Terra faz um movimento, ou seja, o movimento dela no espaço, nós por razões didáticas derivamos estes movimentos, em cinco, dez, quinze ou mais movimentos.

Movimento de Rotação: Este movimento se realiza ao redor de um eixo imaginário passando pelos pólos. Tem o sentido direto, isto é, de oeste para leste. Uma rotação completa da Terra dura 24 horas siderais, o que corresponde a 23 h 56 m e 4 s de tempo solar médio. A rotação da Terra causa a sucessão dos dias e das noites. Chama-se “dia sideral” ao tempo que emprega a Terra para a uma rotação completa sobre o seu próprio eixo, e isto corresponde ao intervalo de tempo entre duas passagens sucessivas da mesma estrela pelo mesmo meridiano. O “dia solar” é o tempo gasto pela Terra para fazer uma volta sobre o seu eixo, tornando-se como ponto de referência do Sol.

Como em um dia a Terra se translada quase um grau em torno do Sol, os dias solares são mais longos (4 minutos aproximadamente) que os dias siderais. Os dias solares não são iguais entre si. Dois fatores concorrem para essa desigualdade, a excentricidade da órbita da Terra e a obliqüidade da eclíptica. Essas causas fazem com que o Sol, em seu movimento aparente ao longo da eclíptica pareça caminhar mais rapidamente no perigeu que no apogeo, e mais depressa também nos solstícios que nos equinócios.

Chama-se “sol médio” a um Sol fictício que percorre o equador com velocidade constante, à proporção que o Sol verdadeiro percorre a eclíptica em uma ano, com velocidade variável.

A “equação do tempo” é a diferença entre o tempo solar verdadeiro e o tempo solar médio, marcado pelo relógio.

Como prova indireta do movimento de rotação da Terra, pode-se citar o movimento diurno da esfera celeste, operado em sentido retrógrado.

Uma demonstração direta pode ser feita, por exemplo, com o pêndulo de Foucault.

Movimento de Translação: Este movimento se realiza em um ano, é o movimento da Terra ao redor do Sol. Chama-se também movimento orbital ou de revolução.

O eixo da Terra é inclinado em relação ao plano da órbita (plano da eclíptica). A inclinação atual é de 23 graus e 27 minutos. A direção do eixo da Terra, aproximadamente constante, corresponde à posição dos atuais pólos celestes. O pólo celeste norte fica nas proximidades da estrela Alfa da constelação da Ursa Menor (Poláris), enquanto o pólo celeste sul situa-se junto a estrela Sigma, da constelação do Oitante.

O movimento de translação que se realiza no sentido direto e tem a duração de 365 dias 6 horas e 9 minutos, e equivale aproximadamente, à duração do ano sideral.

Não há provas diretas do movimento de translação da terra. Nenhuma das experiências feitas permite evidenciar seu movimento anual em torno do Sol. Um célebre experimento realizado por Michelson e Morley, em fins do século passado, não deu o resultado esperado.

Entre provas indiretas deste movimento citaremos: (a) o deslocamento progressivo das constelações para oeste; (b) o fenômeno da aberração da luz; (c) a paralaxe das estrelas próximas; e (d) o efeito Doppler-Fizeau.

Movimento de Precessão dos equinócios: Foi descoberto por Hiparco no séc. II a. c. Comparando a latitude e a longitude celeste de várias estrelas com resultados obtidos no século anterior, Hiparco verificou que: (a) a latitude celeste não havia variado sensivelmente e (b) a longitude celeste havia aumentado igualmente para todas as estrelas observadas.

Posto isso, concluiu que o aumento de longitude devia ter sua causa no recuo do ponto gama ao longo da eclíptica. Segundo Hiparcos, o ponto gama – origem das longitudes celestes – deve retroceder sobre a eclíptica aproximadamente 50 segundos de arco por ano, percorrendo toda sua extensão em aproximadamente 26.000 anos.

A explicação do fenômeno de precessão dos equinócios foi dada por Newton no séc. XVII. Ele demostrou que a atração unisolar sobre as regiões equatoriais da Terra faz com que o eixo terrestre mude lentamente de direção no espaço. Em virtude disso, cada pólo celeste descreve um pequeno círculo cujo raio é de 23 graus e 27 minutos, ao redor do pólo correspondente da eclíptica. Ao mesmo tempo, os pontos equinociais (gama e libra) deslocam-se ao longo da eclíptica em sentido retrógrado.

Foi devido ao movimento de precessão dos equinócios que o ponto gama retrocedeu da constelação de Áries para a de Peixes, enquanto o ponto libra recuava da constelação da Balança para a de Virgem.

Nutação: Descoberta por Bradley no séc. XVIII, o fenômeno consiste numa leve oscilação do eixo da Terra ao redor de uma posição média. Cada pólo celeste (que devido ao movimento de precessão deveria descrever um pequeno círculo ao redor do pólo correspondente da eclíptica) passa a descrever, em conseqüência da nutação, uma linha ondulada, em períodos de aproximadamente 18 anos.

Movimento de Translação para o Àpex: A Terra, juntamente com os outros astros do sistema solar, apresenta um movimento de translação para um ponto da esfera celeste denominada Àpex. Este ponto fica mais ou menos, entre as constelações de Hércules e Lira. O movimento tem uma velocidade aproximada de 20 km/s.

Como conseqüência, as estrelas pertencentes às constelações de Hércules e da Lira parecem se afastar radialmente a partir do Àpex. Fenômeno oposto ocorre com as estrelas situadas a retaguarda do movimento de translação, que parecem convergir todas para a região do antiápex.

Além desses movimentos ainda podemos citar que o eixo da Terra que tem uma inclinação de 23 graus e 27 minutos, varia positivamente ou negativamente em 1,3 graus em um milhão de anos. Isto pode causar as glaciações.

Como vemos os movimentos da Terra não são tão simples assim, mas temos que ter em mente que eles existem.

 

3 Respostas to “Astronomia”

  1. Muito obrigado, fiquei impressionado com a resposta tão urgente.
    O céu mostra muitas surpresas.
    Romeu

  2. isabela diniz Says:

    eu amei a palestra.
    foi muito legal

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