Nuvens e Relâmpagos

Tenho observado o Céu desde a infância e uma de minhas paixões é a classificação de nuvens

Em breve teremos muitas fotos de nuvens

Abaixo segue um texto didático sobre relâmpagos

Os Relâmpagos

Ednilson Oliveira e Mário Festa

Desde a mais remota antiguidade os relâmpagos têm fascinado e atemorizado o homem de tal modo que a sua ocorrência era atribuída à ira dos deuses. Assim, oferendas e sacrifícios de animais e até de seres humanos, passaram a ser realizados na tentativa de amenizar a fúria divina. E observando-se que após um breve tempo, a tempestade se dissipava, o método usado parecia funcionar. Mas na realidade o que se pode notar, é que a grande maioria das tempestades tem curta duração, de algumas dezenas de minutos apenas. Quando ela parece continuar por um tempo maior, na realidade são outras células de tempestade que vão surgindo e se deslocando de acordo com as condições atmosféricas reinantes.

Da mitologia grega, “Zeus” era o poderoso deus das tempestades. Da mesma forma, os antigos romanos, tinham o seu deus “Jove” (Júpiter) que originou o “Giovedí” em italiano e que corresponde à “quinta-feira” . A mesma correspondência se encontra em castelhano, “Jueves” e em francês, “Jeudi”, e em outras línguas européias.

Os romanos tinham tamanho pavor das tempestades e observando que os loureiros, jamais haviam sido atingidos por relâmpagos, faziam grinaldas com folhas de louro e as depositavam sobre a cabeça até que a tempestade passasse. Por esta razão é possível ver as imagens dos imperadores coroados com folhas de louro.

Os antigos escandinavos tiveram o seu deus “Thor” que ainda hoje conserva sua influencia na língua inglesa, o “Thursday”, correspondendo ao “Dia de Thor”.

A língua portuguesa não conservou os nomes pagãos para os dias da semana, como em outros idiomas, mas adotou as “feiras”, que tem origem nas “feriae”, por tradição do cristianismo que reservava a semana da Páscoa para atos de louvor ao Senhor.

Em época mais recente, algumas localidades generalizaram o uso do repicar dos sinos das igrejas para afastar as tempestades, o que parecia funcionar também, tendo em vista a breve duração dos temporais. No entanto, tal prática se revelou bastante perigosa, pois sendo os campanários os pontos mais elevados da região, muitos sineiros foram atingidos por descargas elétricas no desempenho das suas funções. Na Alemanha, num período de 33 anos, 368 campanários forma destruídos e 103 sineiros perderam a vida, tendo sido posteriormente, proibida tal prática.

Relâmpago vem do Latim: re+lampare = clarão, claridade, luz intensa.

Em Meteorologia o termo: TROVOADA = RELÂMPAGO + TROVÃO.

Sempre que um relâmpago é visto ou um trovão é ouvido, diz-se que está ocorrendo uma tempestade. Uma gama muito ampla de fenômenos acompanha essa tempestade, sendo o relâmpago, uma violenta descarga elétrica.

São sinônimos: raio, faísca, corisco.

Tais descargas podem ocorrer: Dentro da própria nuvem , Da nuvem para o solo, Do solo para a nuvem, De nuvem para nuvem, Da nuvem para o ar claro.

Na natureza tudo é formado por cargas elétricas. A nuvem que inicia a tempestade denomina-se CUMULONIMBUS, que durante o seu desenvolvimento, cargas elétricas se separam e muitas se acumulam na base da nuvem. Estas cargas por sua vez, atraem cargas de sinal contrário na superfície oposta, e ao atingirem uma determinada concentração, se atraem, neutralizando-se de forma violenta, originando o relâmpago. Enquanto a nuvem estiver em atividade, mais cargas surgem, gerando novos relâmpagos.

Uma única nuvem pode fabricar mais de 1500 relâmpagos.

O relâmpago então, é uma descarga elétrica com milhares de volts, portanto extremamente perigosa. Um único relâmpago enquanto dura pode ter a capacidade de acender 600 mil lâmpadas de 60 w, em média.

Sua duração em geral, não passa de alguns décimos de segundo, mas já foi observada uma enorme faísca que durou 20 segundos!

O trovão apesar de ruidoso, é inofensivo. Resulta da rápida expansão do ar violentamente aquecido em volta do relâmpago, cuja temperatura chega a atingir 30.000 ºC.

Após um relâmpago, o total de segundos decorridos até ouvir o trovão, permite estimar a distância da tempestade até o observador, multiplicando os segundos decorridos por 300 (m/s) que é a velocidade média do som (trovão) ao ar livre.

Ex: Total de segundos decorridos entre o relâmpago e o trovão = 10s. Portanto: 10 (s) x 300 (m/s) = 3000 metros de distância.


 

relampago

Figura: Foto tirada no LNA, sul de Minas, por Ednilson Oliveira. A nuvem é um Cumulonimbus, veja que ainda é possível ver as estrelas no fundo.

 

Vamos agora ver como poderemos nos precaver e quais são as situações de risco, antes veremos um pouco de sua classificação.

Tipos mais comuns de relâmpagos: Difuso (clarão dentro da nuvem ou muito distante), Único, Ramificado

Formas mais raras: Rosário ou perolado (como se fosse um colar de pérolas), Folheado ou chapeado, Esférico, globular ou bola (esferas brilhantes suspensas no ar, com diâmetros de 5 a 40 cm, de curta duração e explosivas)

Situações de risco durante as tempestades: As cargas elétricas têm a propriedade de se aglomerarem nas pontas dos objetos, então mastros, chaminés, árvores como pinheiros e eucaliptos, alto dos prédios, morros, picos de elevações naturais, são potencialmente favoráveis às descargas elétricas.

Por esta razão é que se empregam os pára-raios, na tentativa de proteger o local de possíveis descargas, sendo colocado como o ponto mais alto da região a ser protegida.

O pára-raios atua numa área que forma um cone de proteção, sendo ele o vértice desse cone.

Após uma tempestade é necessário fazer uma vistoria no pára-raios, pois pode aparecer alguma avaria que deve ser eliminada.

A proximidade da água também é favorável à ocorrência de raios, visto que a própria água conduz eletricidade. Então banhos de mar, lagos, rios ou mesmo de piscina, são situações de alto risco.

De um modo geral, devem ser evitadas as situações de risco durante as tempestades elétricas como: Observar tempestades com janelas ou portas abertas, Abrigar-se próximo ou sob qualquer tipo de árvore, Tomar banho de mar ou piscina, Permanecer na praia, principalmente de pé (a pessoa seria o ponto mais alto), Estar de pé numa área descampada, Jogar bola num campo aberto, Encostar-se em traves, máquinas de ferro, grades e cercas metálicas ao ar livre, Tentar abrigar-se da chuva sob quiosques, marquises ou barracas, expondo-se ao ar livre ao redor, Utilizar ou estar próximo a aparelhos eletro-eletrônicos mesmo desligados, porém conectados à rede elétrica, Banho com chuveiro elétrico, Uso do ferro de passar, Falar ao telefone com fio, Segurar qualquer objeto metálico.

Proteção do patrimônio : Sempre que possível, desligar a chave geral da residência, Na eventual dificuldade ou impossibilidade, ao menos desconectar todos os aparelhos ligados à rede elétrica, No caso da TV é necessário desconectar também o cabo da antena

Locais seguros: Dentro de qualquer ambiente com portas e janelas fechadas, Dentro de veículos mesmo metálicos com as as janelas quase fechadas (automóveis, embarcações, navios, aviões)

Crendices errôneas: O relâmpago não cai duas vezes no mesmo lugar (os pára-raios por si só provam o contrário), Espelhos atraem os raios (só se tiver moldura metálica)

Comentários finais, estatísticas dos EEUU mostram que ao longo das décadas, os raios são os fenômenos naturais que mais provocam mortes, comparados a fenômenos como tornados, enchentes e vendavais.

Entretanto, apesar de parecer contraditório, os relâmpagos são essenciais à vida pois: Mantém o equilíbrio das cargas elétricas do planeta, Renovam o ar “limpando” a atmosfera de grande quantidade de particulados em suspensão, Combinam quimicamente o Oxigênio e Nitrogênio, que juntamente com a chuva, formam um excelente adubo natural, poupando milhares de dólares anuais em fertilizantes para atividades agricolas, Regiões pobres de tempestades elétricas são pobres em agricultura.

Estatísticas mostram que na atmosfera, ocorrem aproximadamente 100 descargas elétricas por segundo, 1800 tempestades em cada instante e em média, 44.000 por dia.

 

 

O ARCO-ÍRIS

O arco-íris é um fenômeno que ocorre na atmosfera, determinado pela refração e posteriormente reflexão da luz solar no interior de gotículas de chuva em suspensão no ar. Na refração, a luz solar de secompõe, sendo mais desviada a luz violeta e menos desviada a luz vermelha.

O arco-íris é um arco multicolorido com vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

            O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo.

A aparência do arco-íris é causada pela dispersão da luz do sol que sofre refração pelas (aproximadamente esféricas) gotas de chuva.

A luz vermelha que emerge das gotículas forma com a luz solar incidente um ângulo de aproximadamente 43 graus, enquanto a luz violeta forma um ângulo de aproximadamente 41 graus.

 

Algumas vezes, um segundo arco-íris mais fraco é visto fora do arco-íris principal, ele é devido a uma dupla reflexão da luz do sol nas gotas de chuva, e aparece em um ângulo de 50 a 53 graus. Devido à reflexão extra, as cores do arco são invertidas quando comparadas com o arco-íris principal, com o azul no lado externo e o vermelho no interno.

A primeira explicação teórica precisa do arco-íris foi feita por Descartes em 1637. Sabendo que o tamanho das gotas de chuva não pareciam afetar o arco-íris observado, ele fez uma experiência incidindo raios de luz através de uma grande esfera de vidro cheia de água. Ao medir os ângulos que os raios emergiam, ele concluiu que o primeiro arco era causado por uma única reflexão interna dentro da gota de chuva e que o segundo arco podia ser causado por duas reflexões internas. Ele foi capaz de chegar aos seus resultados a partir da lei de refração. A lei da refração é conhecida com Lei de Snell e Descartes (LSD).

 

No entanto foi Sir Isaac Newton o primeiro a demonstrar que a luz branca era composta da luz de todas as cores do arco-íris; com um prisma de vidro, pôde decompor a luz branca no espectro completo de cores e, com outro, pôde recombinar o feixe de luz em luz branca. Ele também demonstrou que a luz vermelha é refratada menos que a azul o que levou a uma completa explicação do efeito óptico do arco-íris.

Foto tirada no dia 25 de abril de 2010 por Ednilson Oliveira

Foto tirada no dia 25 de abril de 2010 por Ednilson Oliveira

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5 Respostas para “Nuvens e Relâmpagos”

  1. gostei e aprendie bastante sobre raios e trovoes, e tambem foi interessante a orientação de como se precaver dos raios.

    • luana ramos spinelli Diz:

      Profesor Ednilson Oliveira,

      tinha me esquecido , eu me enteresso muito pelas nuvens , queria saber mas um pouquinho sobre elas, agora na fase dos raios,
      existem muitas pessoas que tem medo dos raios , e outras gostam de observar , como eu , observo as nuvens como observo os raios, agora a noite Às 22:06 , vejo o cèu bem escuro ,então não consigo observar as nuvens ,mais bem de manhãzinha vou entrar no computador e irei falarcomo vejo as nuvens

      beijos

      Luana {COLèGIO SANTA MARIA 4 ANO E }

  2. luana ramos spinelli Diz:

    nao pude entrar de manhãzinha pois eu estou entrando agora ás 20:50 , as nuvens ja estao desaparecendo então vamos lá :

    estão bem escuras meio roxas elas parecem estar bem alegres no sentido alegres

    beijos

  3. …..OLA PESSOAL VCS ESTAO DE PARABÉNS, GOSTEI MUITISSIMO , E APRENDI O BASTANTE , COISAS QUE NAO SABIA QUE ERA EXTREMAMENTE PERIGOSA FIQUEI SABENDO, MAIS E MUITO BONITA ACHUVA COM SEUS RELAMPAGOS RISCANDO O CÉU NEGRA TRASENDO AQUELE CLARAO SEGUIDO DE UM ENORME EXTRONDO..OBRIGADO POR TUDO UM ABRAÇAO.

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